Explicando o inexplicável
Carinho: Presente enviado pelo coração cujo portador pode ser mão, boca, gesto ou palavra.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


Eu sou mais eu
Conto de Réis





Dias que passaram





Todo dia

.:A árvore:.
.:Acervo Pessoal:.
.:Acidulante:.
.:Andando ao Deus dará:.
.:Aqui tem Donna:.
.:Balaio de Idéias:.
.:Blues curitibano:.
.:chfb in concert:.
.:Das coisas que ficam:.
.:Depósito de Receitas Damasco:.
.:Infinito Particular:.
.:Manual Cerebral:.
.:Mentiras históricas:.
.:O dedo do Quevedo:.
.:O Mutante:.
.:Saudade do Presidente Figueiredo:.
.:Somewhere Only we Know:.
.:Trash:.
.:The Walrus:.
.:Um ano e 11 dias:.
.:Understand me...:.

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Sexta-feira, Outubro 31, 2008

Os sonhos, na iminência de se realizar, podem se transformar em pesadelos.

postado por: juli poppins 7:58 AM

Passo a bola:


Quarta-feira, Setembro 03, 2008

vita brevis



As pessoas querem segurança. Essa palavra deveria ser abolida dos relacionamentos. Você não me dá segurança. Preciso de mais segurança. Se alguém não se sente seguro, me diz, como eu posso ajudar? Segurando-me nele? Muitos dos meus relacionamentos acabaram porque poucos estão acostumados a gostar em liberdade. Ser livre para ir e vir. Mudar se eu quiser, quantas vezes eu quiser e para onde eu quiser. E o amor, no meio deste caminho, se manifesta de diversas maneiras que me transbordam, mas está sempre dentro de mim: no jeito de olhar, nos pequenos gestos, no querer bem, no cuidar mesmo que a distância, no respeito mútuo, na maneira que escolhi para viver. Então os egoístas me perguntam: você faz o que quer, e eu, como fico? Fica como quiser, onde quiser, assim como eu. Sempre ouvi que minha vida era muito provisória. Hoje você está aqui, mas nunca sei o que acontecerá amanhã. Hoje você quer dar aulas, mas amanhã você quer nadar com as baleias. Hoje você quer uma casa no campo, amanhã quer trabalhar num navio. E que graça teria se hoje eu sempre soubesse o que vai ser de mim amanhã? Gosto de acordar e ter uma única certeza, a de que quando saio de casa, se ando em linha reta, minha vida é uma. Se viro à direita, minha vida é outra. Se escolho à esquerda ela é exatamente como deveria ou não deveria ser. E quem saberá ao certo que caminho tomar? As pessoas que querem segurança são as mesmas que confundem liberdade com libertinagem. Querem uma vida mais perene, mais tranqüila. Querem ser estátua de bronze no meio da praça. Querem ser o aeroporto. Eu, quero ser o avião. Para que ser estático se posso estar em movimento? Para quê me enterrar no solo se posso voar? De que me adianta ser enorme se não posso sair do lugar? Nasci de asas e com elas morrerei. Sei que as mesmas asas que me levam por mundos desconhecidos, que me carregam em vôos altos, que alimentam minha imaginação, muitas vezes me separam das pessoas que amo e daqueles que me amam. Mas não deixo de amá-los por isso. Na minha ausência tem sempre a minha presença, solta, dispersa, em forma de vento. Por isso prefiro ser ar. Ninguém vê, ninguém pega, ninguém prende, mas todo mundo respira. Ser anjo muitas vezes é uma maldição.

postado por: juli poppins 9:34 AM

Passo a bola:


Quinta-feira, Agosto 28, 2008

Ontem ouvi uma frase assim: "se as árvores não tivessem raízes, fugiriam dos homens". Fiquei pensando (e olha que pensei muito) na intensidade disso. É uma pena que os homens também criem tantas raízes parasitas. Quem sabe, se fosse diferente, ele não poderia fazer da liberdade, assim como da felicidade, uma realidade e não um conceito? Eu quero nunca criar raízes, mas cultivar um tronco forte para poder sair sempre espalhando meus frutos por aí, no vento. Vivo no mundo do ser e estou cada vez mais me acostumando em não ter.

postado por: juli poppins 11:52 AM

Passo a bola:


Quinta-feira, Agosto 14, 2008

o brilho do jantar das amigas



Hoje de manhã, na mesa do café, minha mãe, olhando fixamente para os meus olhos, perguntou como havia sido o jantar. Eu, sem entender o porquê da gravidade da situação, respondi também olhando dentro dos olhos dela: "Ótimo, como sempre". E ela: "É, mas dessa vez acho que no lugar de pimenta do reino você usou glitter".

postado por: juli poppins 8:31 AM

Passo a bola:


Quarta-feira, Agosto 13, 2008

De repente somos atropelados, levados, arrastados pelas coisas que não esperamos, que até ontem não conhecíamos. Quando vemos, já foi. Acendem-se as luzes e... surpresa! Antes de você ir embora eu já sinto sua falta. Não sei se sinto mais medo ou mais vontade. Medo de que seja tudo igual de novo. Vontade de que seja tudo diferente exatamente como até agora é. E o melhor da vida não é mesmo viver?

postado por: juli poppins 2:59 PM

Passo a bola:


Quarta-feira, Julho 23, 2008

Outro dia, durante quase cinco minutos, tentei acender um cigarro no meu pen drive. Depois disso parei de fumar.

postado por: juli poppins 9:47 AM

Passo a bola:


Foi assim que ela me encontrou cheia de desejos e me deixou com os olhos cheios de lágrimas e a vida cheia de alegria. Apresento a vocês minha Xica.



Fui chegando devagarzinho, magrinha, desnutrida, em busca de alimento, água e amor, essas coisas que precisamos para sobreviver. Cada novo dia, uma interrogação: conseguirei algo hoje? Às vezes sim, às vezes não. Até que percebi que uma de minhas companheiras de rua parecia ter encontrado um lugar especial, onde pelo menos cinco dias na semana lhe davam o que comer e beber, e, obviamente, o carinho traduzido nessa atitude. Pensei então, será que conseguirei me incluir nessa proteção, ainda que somente com o que sobrasse de minha companheira? Seguia-a de longe e, quando alguém aparecia para alimentá-la, ia chegando desconfiada em busca de ração e água. Por vezes era enxotada, outras vezes conseguia aplacar a fome que me doía no estômago. Triste sina. Dali, continuava em busca das migalhas que me sobravam, sempre faminta e sedenta, pois meu porte avantajado necessitava de muito alimento. Ainda assim era feliz, não sabia outra vida além dessa e achava ser esse o destino dos cães. Não tinha parâmetro de felicidade... Até que um dia, mais desastradamente, passei por uma cerca de arame farpado e esses, penetrando fundo na minha carne, dilaceraram a musculatura deixando a pele rasgada, doendo e sangrando muito. Corri, guiada pelo instinto, para perto daquelas pessoas que me acudiam nos momentos de fome desesperada. Eram elas as únicas que poderiam se condoer e me ajudar. Não me enganei! Fui levada para receber os primeiros socorros em uma clínica veterinária. Nunca tinha ouvido falar nisso, era um lugar onde cuidam de cachorros e gatos doentes ou que necessitam de cuidados. Daquele dia em diante passei a ser chamada de Pretinha. Consegui tanta gente de bom coração para me ajudar! Duas, pagaram meus curativos e exame de Leishmaniose. Uma me levava diariamente para fazer uma revisão, outra me deu hospedagem por esse período. Imaginem que até uma ONG pagou pela minha castração! Recebi medicamento (Front Line e Capstar) para pulgas e outros parasitas e até banho com shampoo (o único de minha vida) eu consegui. Todos estavam preocupados e empenhados na minha recuperação. Hoje ganhei peso e estou mais linda do que nunca. Meu porte de labradora e o vigor da minha pouca idade fazem de mim uma cadela imponente e temida, embora minha docilidade revele a gratidão pelas pessoas bondosas que encontrei na vida. Agora, o sonho acabou, estou quase recuperada e ao mesmo tempo triste. Triste, pois se não conseguir um lar para adoção, serei novamente entregue ao meu destino de vagar pelas ruas, lutando para sobreviver, me expondo aos perigos e à maldade do mundo. Por favor, me adote! Serei uma guardiã fiel e reconhecida. Te espero!

postado por: juli poppins 9:41 AM

Passo a bola:


Terça-feira, Julho 22, 2008

Acho que sou a única pessoa que quando diz "ontem eu dormi com fulano", eu realmente dormi com fulano ontem.

postado por: juli poppins 8:01 PM

Passo a bola:


Quinta-feira, Julho 17, 2008

Será que mais alguém aqui já imaginou um incêndio num depósito de milho de pipoca?

postado por: juli poppins 7:18 AM

Passo a bola:


Quarta-feira, Julho 16, 2008

Ela casou-se aos 54 anos. Outro dia, em meio a risadas e brincadeiras, disse ao marido que ainda acha que se casou cedo demais, que foi praticamente obrigada. Ao comentário dela, ele arrematou: "Se você não tivesse ficado grávida, talvez as coisas fossem diferentes". Dá para não morrer de rir?

postado por: juli poppins 12:19 PM

Passo a bola:


são longuinho



Já perdi muito na vida. Perdi canetas, isqueiros, chaves, dinheiro, amigas, oportunidades, ônibus, horário e até a cabeça. Algumas coisas eu sabia exatamente onde estavam, mas fiz questão de esquecer. De tudo o que já perdi, a única coisa que ainda tento encontrar foi algo que eu mesma abri mão, dei de presente, servi de bandeja. Era outra época. Era outro momento. Era outra de mim. Tudo o que fiz não me sou. De repente ele não estava mais ali. De repente eu o havia empurrado pra bem longe de mim, apesar dos bilhetes azuis nos carros e nas portarias dos prédios. Tão longe que não poderia mais avistá-lo por um bom tempo. Neste tempo, sem acompanhar seus passos, não deixei de pensá-lo. Mesmo sabendo que ele havia retornado ao porto seguro onde já amarrara seu barco ainda antes da tempestade que eu fiz em sua vida. Hoje, anos depois (Quantos? Três, quatro?), o barco dele continua lá, no mesmo porto, nas mesmas águas, mas balança cada vez que minha presença sopra suas velas. Eu queria fazer tempestade de novo. Queria bagunçar tudo, fazer maremoto, mas não queria ser tormenta nem deixar ressaca. Queria, na verdade, cortar a corda, fazer correnteza e carregá-lo para o meu mar; mostrar a ele um caminho novo. Queria que ele decorasse minha rota e voltasse sempre, mesmo que por águas diferentes. Queria encontrar um jeito de viver de novo aquilo que não foi vivido nunca.

postado por: juli poppins 9:26 AM

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Terça-feira, Julho 15, 2008

Quem procura chifre em cabeça de cavalo acaba encontrando um unicórnio.

postado por: juli poppins 3:05 PM

Passo a bola:


Terça-feira, Junho 24, 2008

Será que alguém pode me responder quando é que a gente se encontra pra valer?

postado por: juli poppins 12:12 PM

Passo a bola:


Terça-feira, Maio 13, 2008

Acho que o meu Saturno perdeu o caminho no meio do retorno.

postado por: juli poppins 1:36 PM

Passo a bola:


Quinta-feira, Abril 10, 2008

leve
sobre o peso das escolhas



Eu queria ter o poder de resolver os problemas dos outros, assim eles não me atingiriam tanto. Algumas coisas têm sido difíceis ultimamente, principalmente a idéia de para sempre limitar algumas de minhas eternas possibilidades. Complicado falar sobre isso, mas não quero ser a responsável pelo sucesso, fracasso, felicidade ou frustração de ninguém além de mim. Definitivamente sei e não sei o que quero, depende da hora, depende da pessoa, depende do lugar. É como se crescer me trouxesse cada vez mais e mais dúvidas e viver, mesmo que tomando gostos e proporções diferentes, se complicasse ao logo do aprendizado. Vejo tudo com mais clareza, entretanto, por conhecer tanto e tão a fundo, tomar decisões vira algo cada vez mais doloroso. Dizer que sim ou que não deixa de ser monossilábico para se tornar um grito grande demais para os meus ouvidos. Tenho peso demais nas costas. Tenho vida demais pela frente. É melhor deixar um pouco da bagagem ao longo do caminho para que eu possa terminar gloriosa minha jornada.

postado por: juli poppins 11:47 AM

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