Sempre
Explicando o inexplicável
Carinho: Presente enviado pelo coração cujo portador pode ser mão, boca, gesto ou palavra.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."
Eu sou mais eu
Conto de Réis
Dias que passaram
Todo dia
.:A árvore:.
.:Acervo Pessoal:.
.:Acidulante:.
.:Andando ao Deus dará:.
.:Aqui tem Donna:.
.:Balaio de Idéias:.
.:Blues curitibano:.
.:chfb in concert:.
.:Das coisas que ficam:.
.:Depósito de Receitas Damasco:.
.:Infinito Particular:.
.:Manual Cerebral:.
.:Mentiras históricas:.
.:O dedo do Quevedo:.
.:O Mutante:.
.:Saudade do Presidente Figueiredo:.
.:Somewhere Only we Know:.
.:Trash:.
.:The Walrus:.
.:Um ano e 11 dias:.
.:Understand me...:.
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Quarta-feira, Julho 23, 2008
postado por: Foi assim que ela me encontrou cheia de desejos e me deixou com os olhos cheios de lágrimas e a vida cheia de alegria. Apresento a vocês minha Xica.
Fui chegando devagarzinho, magrinha, desnutrida, em busca de alimento, água e amor, essas coisas que precisamos para sobreviver. Cada novo dia, uma interrogação: conseguirei algo hoje? Às vezes sim, às vezes não. Até que percebi que uma de minhas companheiras de rua parecia ter encontrado um lugar especial, onde pelo menos cinco dias na semana lhe davam o que comer e beber, e, obviamente, o carinho traduzido nessa atitude. Pensei então, será que conseguirei me incluir nessa proteção, ainda que somente com o que sobrasse de minha companheira? Seguia-a de longe e, quando alguém aparecia para alimentá-la, ia chegando desconfiada em busca de ração e água. Por vezes era enxotada, outras vezes conseguia aplacar a fome que me doía no estômago. Triste sina. Dali, continuava em busca das migalhas que me sobravam, sempre faminta e sedenta, pois meu porte avantajado necessitava de muito alimento. Ainda assim era feliz, não sabia outra vida além dessa e achava ser esse o destino dos cães. Não tinha parâmetro de felicidade... Até que um dia, mais desastradamente, passei por uma cerca de arame farpado e esses, penetrando fundo na minha carne, dilaceraram a musculatura deixando a pele rasgada, doendo e sangrando muito. Corri, guiada pelo instinto, para perto daquelas pessoas que me acudiam nos momentos de fome desesperada. Eram elas as únicas que poderiam se condoer e me ajudar. Não me enganei! Fui levada para receber os primeiros socorros em uma clínica veterinária. Nunca tinha ouvido falar nisso, era um lugar onde cuidam de cachorros e gatos doentes ou que necessitam de cuidados. Daquele dia em diante passei a ser chamada de Pretinha. Consegui tanta gente de bom coração para me ajudar! Duas, pagaram meus curativos e exame de Leishmaniose. Uma me levava diariamente para fazer uma revisão, outra me deu hospedagem por esse período. Imaginem que até uma ONG pagou pela minha castração! Recebi medicamento (Front Line e Capstar) para pulgas e outros parasitas e até banho com shampoo (o único de minha vida) eu consegui. Todos estavam preocupados e empenhados na minha recuperação. Hoje ganhei peso e estou mais linda do que nunca. Meu porte de labradora e o vigor da minha pouca idade fazem de mim uma cadela imponente e temida, embora minha docilidade revele a gratidão pelas pessoas bondosas que encontrei na vida. Agora, o sonho acabou, estou quase recuperada e ao mesmo tempo triste. Triste, pois se não conseguir um lar para adoção, serei novamente entregue ao meu destino de vagar pelas ruas, lutando para sobreviver, me expondo aos perigos e à maldade do mundo. Por favor, me adote! Serei uma guardiã fiel e reconhecida. Te espero! postado por: juli poppins 9:41 AMTerça-feira, Julho 22, 2008
postado por: Quinta-feira, Julho 17, 2008
postado por: Quarta-feira, Julho 16, 2008
postado por: são longuinho
Já perdi muito na vida. Perdi canetas, isqueiros, chaves, dinheiro, amigas, oportunidades, ônibus, horário e até a cabeça. Algumas coisas eu sabia exatamente onde estavam, mas fiz questão de esquecer. De tudo o que já perdi, a única coisa que ainda tento encontrar foi algo que eu mesma abri mão, dei de presente, servi de bandeja. Era outra época. Era outro momento. Era outra de mim. Tudo o que fiz não me sou. De repente ele não estava mais ali. De repente eu o havia empurrado pra bem longe de mim, apesar dos bilhetes azuis nos carros e nas portarias dos prédios. Tão longe que não poderia mais avistá-lo por um bom tempo. Neste tempo, sem acompanhar seus passos, não deixei de pensá-lo. Mesmo sabendo que ele havia retornado ao porto seguro onde já amarrara seu barco ainda antes da tempestade que eu fiz em sua vida. Hoje, anos depois (Quantos? Três, quatro?), o barco dele continua lá, no mesmo porto, nas mesmas águas, mas balança cada vez que minha presença sopra suas velas. Eu queria fazer tempestade de novo. Queria bagunçar tudo, fazer maremoto, mas não queria ser tormenta nem deixar ressaca. Queria, na verdade, cortar a corda, fazer correnteza e carregá-lo para o meu mar; mostrar a ele um caminho novo. Queria que ele decorasse minha rota e voltasse sempre, mesmo que por águas diferentes. Queria encontrar um jeito de viver de novo aquilo que não foi vivido nunca. postado por: juli poppins 9:26 AMTerça-feira, Julho 15, 2008
postado por: Terça-feira, Junho 24, 2008
postado por: Terça-feira, Maio 13, 2008
postado por: Quinta-feira, Abril 10, 2008
postado por: Quinta-feira, Abril 03, 2008
postado por: Quarta-feira, Abril 02, 2008
postado por: Segunda-feira, Março 24, 2008
postado por: Quarta-feira, Março 12, 2008
postado por: placebo ou a fonte da juventude Ela tem 65 anos e é linda. Tem uma vida super bacana, conhece o mundo inteiro, vive de malas prontas para algum lugar, tem um marido muito bem humorado, companheiro, inteligente e tranqüilo. Ela tem insônia, o colesterol alto, problemas no fígado, de pressão, de articulação e do coração. Há duas semanas foi ao médico. Há uma semana esteve em outro. Voltou para casa com uma sacola de remédios e três guias de receita, nas quais estavam descritos vários exercícios e alguns hábitos que deveriam ser desenvolvidos ou modificados. Ontem perguntei como estava a nova rotina e ela prontamente me respondeu: "Estou me sentindo muito melhor. Todos os dias, de manhã e de noite, leio as minhas atividades e tento me lembrar delas várias vezes por dia". Quis saber se não estava colocando em prática a prescrição médica: "Ahhh... Não... Isso não... Não tenho mais idade para isso. Todos esses exercícios poderiam me matar, sabia?". Não, eu não sabia. postado por: juli poppins 5:45 PM |